Alterações climáticas. 'Zonas mortas' no fundo do mar estão a crescer
As "zonas mortas" nos oceanos, áreas com tão pouco oxigénio que não permitem a sobrevivência de peixes e crustáceos, estão a aumentar dramaticamente. A conclusão é de um estudo publicado na edição de Fevereiro da revista Nature Geoscience. Mas os investigadores dinamarqueses responsáveis pelo artigo vão mais longe: o aquecimento global pode multiplicar por dez este fenómeno.
Estas "zonas mortas" localizam- -se geralmente nas regiões costeiras, por causa da contaminação com fertilizantes, mas o aquecimento das águas pode provocar o mesmo fenómeno noutras partes do oceano, dizem os cientistas. Isto, porque à medida que as águas aquecem perdem capacidade de reter oxigénio.
"Se, como muitos modelos climáticos apontam, a circulação nos oceanos se alterar e enfraquecer por causo do aquecimento global, essas zonas quase sem oxigénio vão crescer e invadir as zonas mais profundas", explicou o coordenador do estudo, Gary Shaffer, da Universidade de Copenhaga. Actualmente, estima-se que existam mais de 400 zonas mortas nos oceanos.
Em comunicado, Shaffer acrescenta que "apesar de ser possível eventualmente fazer reviver zonas costeiras controlando a poluição, as zonas carentes de oxigénio continuarão assim durante milhares de anos, prejudicando a pesca e os ecossistemas durante muito tempo".
Casos extremos de falta de oxigenação dos oceanos são muitas vezes ligados a extinções em massa na história da Terra, incluindo a extinção no final do período Pérmico, há 250 milhões de anos.
Além disso, à medida que vai faltando o oxigénio nos oceanos vão desaparecendo os nutrientes necessários à manutenção da vida. As consequências para os ecossistemas marinhos são, portanto, imprevisíveis. Shaffer diz ainda que se tivermos em conta o efeito do metano libertado pelos sedimentos à medida que a água aquece, a perda de oxigénio será muita mais rápida. Isto porque o metano reage com o oxigénio e retira-o da água.
Se juntarmos a isso as previsões relativas à acidificação das águas, outra consequência da concentração de dióxido de carbono na atmosfera, as previsões não são boas. Shaffer avisa mesmo que o futuro dos oceanos como reserva de alimentos fica em risco. Comentando o artigo na revista Science Now, o oceanógrafo norte- -americano Gregory Johnson explica que este modelo avalia interacções complexas entre os oceanos e outros sistemas, o que pode ser útil para entender os efeitos das alterações climáticas a longo prazo, uma previsão sempre complicada.
Os investigadores concluem que são necessárias "reduções substanciais no uso de combustíveis de origem fóssil nas próximas gerações" para evitar a morte dos oceanos
As "zonas mortas" nos oceanos, áreas com tão pouco oxigénio que não permitem a sobrevivência de peixes e crustáceos, estão a aumentar dramaticamente. A conclusão é de um estudo publicado na edição de Fevereiro da revista Nature Geoscience. Mas os investigadores dinamarqueses responsáveis pelo artigo vão mais longe: o aquecimento global pode multiplicar por dez este fenómeno.
Estas "zonas mortas" localizam- -se geralmente nas regiões costeiras, por causa da contaminação com fertilizantes, mas o aquecimento das águas pode provocar o mesmo fenómeno noutras partes do oceano, dizem os cientistas. Isto, porque à medida que as águas aquecem perdem capacidade de reter oxigénio.
"Se, como muitos modelos climáticos apontam, a circulação nos oceanos se alterar e enfraquecer por causo do aquecimento global, essas zonas quase sem oxigénio vão crescer e invadir as zonas mais profundas", explicou o coordenador do estudo, Gary Shaffer, da Universidade de Copenhaga. Actualmente, estima-se que existam mais de 400 zonas mortas nos oceanos.
Em comunicado, Shaffer acrescenta que "apesar de ser possível eventualmente fazer reviver zonas costeiras controlando a poluição, as zonas carentes de oxigénio continuarão assim durante milhares de anos, prejudicando a pesca e os ecossistemas durante muito tempo".
Casos extremos de falta de oxigenação dos oceanos são muitas vezes ligados a extinções em massa na história da Terra, incluindo a extinção no final do período Pérmico, há 250 milhões de anos.
Além disso, à medida que vai faltando o oxigénio nos oceanos vão desaparecendo os nutrientes necessários à manutenção da vida. As consequências para os ecossistemas marinhos são, portanto, imprevisíveis. Shaffer diz ainda que se tivermos em conta o efeito do metano libertado pelos sedimentos à medida que a água aquece, a perda de oxigénio será muita mais rápida. Isto porque o metano reage com o oxigénio e retira-o da água.
Se juntarmos a isso as previsões relativas à acidificação das águas, outra consequência da concentração de dióxido de carbono na atmosfera, as previsões não são boas. Shaffer avisa mesmo que o futuro dos oceanos como reserva de alimentos fica em risco. Comentando o artigo na revista Science Now, o oceanógrafo norte- -americano Gregory Johnson explica que este modelo avalia interacções complexas entre os oceanos e outros sistemas, o que pode ser útil para entender os efeitos das alterações climáticas a longo prazo, uma previsão sempre complicada.
Os investigadores concluem que são necessárias "reduções substanciais no uso de combustíveis de origem fóssil nas próximas gerações" para evitar a morte dos oceanos


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radafdicx

