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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Estação Espacial Internacional

A ISS em sua configuração final vista sobrevoando Brasília. Vê-se claramente o plano piloto da cidade e o lago Paranoá. Concepção artística cortesia da Nasa.

Trata-se da maior obra de engenharia da história. Sozinha ela já representa uma nova era na astronáutica. Dezesseis nações trabalham juntas para construir a Estação Espacial Internacional (EEI ou ISS na sigla em inglês), a mais avançada plataforma de pesquisa espacial já construída.

Os primeiros módulos já estão no espaço e desde já espera-se garantir uma permanência humana constante no espaço. A Rússia desempenhou fundamental. Os valiosos anos de experiência da Estação Mir foram decisivos.

Seqüência de montagem

ISS, vista expandida: principais módulos e seus construtores.

A CONSTRUÇÃO EM ÓRBITA DA TERRA



começou em 1988 e deve durar até o ano de 2010. Até lá terão sido mais de 40 lançamentos. Quando pronta, terá uma massa de 454 toneladas e quase 90 m de comprimento por 43 de altura, sem considerar a extensão dos painéis solares. O espaço destinado à habitação terá um volume equivalente ao interior de dois aviões 747.

Pelo menos três veículos de transporte, o ônibus espacial, a nave russa Soyuz e o foguete russo Próton irão se encarregar da montagem dos diversos componentes da estação espacial em órbita de Terra. Dezenove vôos, incluindo 15 missões do ônibus espacial, já aconteceram.

O primeiro vôo foi de um foguete russo Próton em 20 novembro de 1998, colocando em órbita o módulo Zarya. O segundo vôo ocorreu em 4 de dezembro daquele ano, com a missão de STS-88 do ônibus espacial Endeavour, que integrou o módulo Unit ao Zarya, iniciando a seqüência de montagem da ISS. A primeira tripulação permanente partiu em 31 de outubro de 2000, a bordo de um foguete Soyuz.

A órbita da ISS é inclinada 51,6° em relação à linha do equador e sua altitude é de 402 km. Sua órbita é tal que a estação pode ser facilmente alcançada por veículos espaciais lançados por todos os países participantes, possibilitando também uma excelente observação da Terra, cobrindo 85% da superfície terrestre e sobrevoando 95% da população mundial.

Benefícios

EM ÓRBITA, OS EXPERIMENTOS CIENTÍFICOS ESTÃO LIVRES da pressão exercida pela gravidade terrestre. Como resultado, tratamentos de câncer podem ser testados em culturas de células vivas sem riscos para os pacientes. A microgravidade também será útil no desenvolvimento de diversos outros tipos de medicamentos, além da obtenção de novos materiais, como ligas metálicas mais leves e fortes e chips de computador mais poderosos.

Alguns experimentos terão lugar do lado de fora da estação, onde os efeitos da exposição ao severo meio espacial (como temperaturas extremas, altas doses de radiação e impacto de micrometeoritos) serão verificados em diferentes materiais e elementos fluidos. Observações da Terra permitirão o acompanhamento mais detalhado das mudanças climáticas e o controle dos impactos causados pela influência humana no meio ambiente. Novos empregos indiretos serão criados.

Parceiros

FOI EM 1988 QUE RONALD REAGAN, então presidente dos EUA, deu a estação o nome Freedom (Liberdade). Nos anos seguintes o Congresso americano forçou cortes no orçamento original e, em 1993, o presidente William Clinton sugeriu maior participação internacional no projeto, que foi então redesignado como Estação Alpha.

Quando os russos passaram a ser os principais fornecedores de elementos para a estação, ela finalmente ficou conhecida como International Space Station, ISS. De fato, a estação resulta do esforço conjunto de 16 nações, listadas a seguir em ordem alfabética.

Alemanha,Itália,Japão,Noruega,Reino Unido ,Rússia ,Suécia ,Suíça ,Bélgica ,Brasil ,Canadá ,Dinamarca ,Espanha, Estados Unidos ,França

Holanda Os Estados Unidos são responsáveis pelo desenvolvimento de vários sistemas de bordo, como o suporte à vida, o controle térmico, a navegabilidade e os sistemas de comunicação e dados, além de três módulos de conexão.

Os russos também contribuem com dois módulos de pesquisa e um módulo habitacional com todo equipamento necessário ao suporte à vida, além de plataformas para instalação de painéis solares e os fundamentais veículos de transporte, como a nave Soyuz, que serve ao transporte das tripulações.

O Canadá forneceu um braço remoto de 47 metros de comprimento, semelhante ao atualmente em uso pelos ônibus espaciais, e os europeus também fornecerão laboratórios pressurizados, entre outros equipamentos.

A participação brasileira
EM DEZEMBRO DE 1996 A AGÊNCIA ESPACIAL norte-americana (Nasa), convidou o Brasil para participar da construção da ISS. Em setembro do ano seguinte, após várias visitas de missões da Nasa ao Brasil e da Agência Espacial Brasileira (AEB) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) aos Estados Unidos, o Conselho Superior da AEB aprovou o programa de cooperação.

O Brasil fornecerá equipamentos e serviços em troca dos direitos de utilização da estação durante toda sua vida útil. Segundo o acordo firmado, o Brasil fornecerá equipamentos de vôo, modelos de treinamento. Além disso, deverá cooperar com serviços de logística, manutenção e reparos.

Se bem aproveitado, será uma oportunidade única para elevar o patamar técnico, tanto dos profissionais do INPE/AEB, quanto das universidades e centros de pesquisa envolvidos. As indústrias que se engajarem ao programa serão igualmente qualificadas, devido às exigências impostas aos fornecedores de equipamentos para missões espaciais tripuladas, o que também significará novas oportunidades de negócios.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Brasil e os carros eletricos


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Além do baixo custo, os carros elétricos são outra tendência que tem crescido muito nos mercados automotivos mais desenvolvidos.

Segundo as montadoras nacionais, o mercado nacional não teria demanda para absorver um número considerável de carros elétricos, que compensasse o investimento em tecnologia nessa área, aliado ao alto preço que tal tecnologia agrega ao produto final, mesmo nos principais mercados mundiais.

Por isso, esperar por carros elétricos vindos de nossas montadoras, levará um bom tempo. Segundo a GM, a marca não precisaria investir em tecnologia, pois a matriz já faz isso e seria mais fácil adaptação para nosso mercado.

Mas a empresa não acredita que o mercado necessite de tais veículos neste momento. A Renault pensa da mesma forma e não tem planos de investir, ao contrário de outros países, em carros elétricos em nosso país. Mas, se o mercado aceitar tais modelos, a mesma não teria problemas em fazê-los aqui.

A tendência maior é em relação aos híbridos, que aliam o desempenho dos motores a combustão, com a economia de baterias de energia elétrica. Nos mercados internacionais, o maior destaque fica para este tipo de veículo.

Assim, modelos elétricos que não passam dos 200km de autonomia, poderiam como híbridos, alcançar marcas de 1.000km ou até mais!

Para as montadoras, não há necessidade de tais veículos aqui, incluindo os híbridos, devido ao país ter a tecnologia flexível de combustível, que permite maior redução de emissões de poluentes, mas nos grandes centros a poluição só aumenta. O que fazer?

Recentemente um fabricante chinês, a Fang Neng, prometeu fazer modelos de carros elétricos no país. Mas, mesmo antes de cumprir-se tal promessa, alguns fabricantes nacionais de motonetas e bicicletas elétricas, já conquistam um minúsculo pedaço do mercado de duas rodas com veículos com emissão zero.

Fonte: Hoje em Dia.

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ISAAC TRINDADE