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sábado, 30 de maio de 2009

BIODIGESTORES


BIODIGESTORES

Para entender melhor o que são e para que servem os biodigestores, vamos começar traduzindo a palavra biodigestão: bios, vem do grego e significa vida, já digestione foi extraído do latim, e quer dizer digestão ou decomposição. Cientificamente, biodigestão é o nome atribuído ao processo de transformação, decomposição ou degradação de substâncias orgânicas, sejam elas de origem animal ou vegetal, realizada por seres vivos, como microrganismos, por exemplo, ou até mesmo o homem.

O processo de fermentação que ocorre no interior dos biodigestores é o mesmo usado para fabricar vinho, cerveja, vinagre e outras substâncias. A diferença é que nestes casos, para realizar esse trabalho as bactérias necessitam de oxigênio, portanto são chamadas de aeróbias. Já as anaeróbias, só trabalham na ausência de oxigênio. São bactérias que sobrevivem nos intestinos dos animais, por exemplo, sendo as responsáveis pela fermentação dos excrementos.

PRINCÍPIO BÁSICO

O princípio de funcionamento de um biodigestor é bastante simples. Trata-se basicamente de uma câmara fechada onde os resíduos orgânicos, são fermentados anaerobiamente (sem a presença de oxigênio), transformando esta biomassa em gás combustível e fertilizante. Outro ponto positivo deste processo é que o biogás é capaz de produzir, simultaneamente, não apenas energia elétrica, mas também energia térmica na forma de água ou ar quente, oriunda do calor gerado pelo processo de combustão em motores/geradores convertidos a biogás. Por isso, o biogás pode ser usado para alimentar fogões, no aquecimento de água, motores, lampiões e em geladeiras a gás, se constituindo numa das fontes energéticas mais econômicas e de fácil aquisição.

Para produzir um metro cúbico (m3) de biogás são necessários 25 kg de esterco fresco de vaca; ou 5 kg de esterco seco de galinha; ou 12 kg de esterco de porco; ou 25 kg de plantas ou cascas de cereais; ou 20 kg de lixo. Dejetos humanos também produzem biogás.

É por isso que os biodigestores são apontados como uma excelente alternativa energética para propriedades rurais, sendo uma opção valiosa para o aproveitamento de dejetos e restos de cultura, isso sem mencionar as vantagens para o saneamento ambiental. Mesmo assim, apesar da abundância de matéria prima para a geração de biogás, o Brasil ainda não despertou para o grande potencial dos biodigestores. E não é por falta de referências bem sucedidas. Países pobres como a Índia, por exemplo, possui cerca de 300 mil biodigestores em funcionamento. Por aqui, segundo dados da Embrapa, nos anos 90, eles não chegaram a 8 mil.

sábado, 16 de maio de 2009

Desmatamento da Floresta Amazônica


A Amazônia abriga 33% das florestas tropicais do planeta e cerca de 30% das espécies conhecidas de flora e fauna. Hoje, a área total vítima do desmatamento da floresta corresponde a mais de 350 mil Km2, a um ritmo de 20 hectares por minuto, 30 mil por dia e 8 milhões por ano. Com esse processo, diversas espécies, muitas delas nem sequer identificadas pelo homem, desapareceram da Amazônia. Sobretudo a partir de 1988, desencadeou-se uma discussão internacional a respeito do papel da Amazônia no equilíbrio da biosfera e das conseqüências da devastação que, segundo os especialistas, pode inclusive alterar o clima da Terra

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Aquecimento global está a sufocar oceanos


Alterações climáticas. 'Zonas mortas' no fundo do mar estão a crescer
As "zonas mortas" nos oceanos, áreas com tão pouco oxigénio que não permitem a sobrevivência de peixes e crustáceos, estão a aumentar dramaticamente. A conclusão é de um estudo publicado na edição de Fevereiro da revista Nature Geoscience. Mas os investigadores dinamarqueses responsáveis pelo artigo vão mais longe: o aquecimento global pode multiplicar por dez este fenómeno.

Estas "zonas mortas" localizam- -se geralmente nas regiões costeiras, por causa da contaminação com fertilizantes, mas o aquecimento das águas pode provocar o mesmo fenómeno noutras partes do oceano, dizem os cientistas. Isto, porque à medida que as águas aquecem perdem capacidade de reter oxigénio.

"Se, como muitos modelos climáticos apontam, a circulação nos oceanos se alterar e enfraquecer por causo do aquecimento global, essas zonas quase sem oxigénio vão crescer e invadir as zonas mais profundas", explicou o coordenador do estudo, Gary Shaffer, da Universidade de Copenhaga. Actualmente, estima-se que existam mais de 400 zonas mortas nos oceanos.

Em comunicado, Shaffer acrescenta que "apesar de ser possível eventualmente fazer reviver zonas costeiras controlando a poluição, as zonas carentes de oxigénio continuarão assim durante milhares de anos, prejudicando a pesca e os ecossistemas durante muito tempo".

Casos extremos de falta de oxigenação dos oceanos são muitas vezes ligados a extinções em massa na história da Terra, incluindo a extinção no final do período Pérmico, há 250 milhões de anos.

Além disso, à medida que vai faltando o oxigénio nos oceanos vão desaparecendo os nutrientes necessários à manutenção da vida. As consequências para os ecossistemas marinhos são, portanto, imprevisíveis. Shaffer diz ainda que se tivermos em conta o efeito do metano libertado pelos sedimentos à medida que a água aquece, a perda de oxigénio será muita mais rápida. Isto porque o metano reage com o oxigénio e retira-o da água.

Se juntarmos a isso as previsões relativas à acidificação das águas, outra consequência da concentração de dióxido de carbono na atmosfera, as previsões não são boas. Shaffer avisa mesmo que o futuro dos oceanos como reserva de alimentos fica em risco. Comentando o artigo na revista Science Now, o oceanógrafo norte- -americano Gregory Johnson explica que este modelo avalia interacções complexas entre os oceanos e outros sistemas, o que pode ser útil para entender os efeitos das alterações climáticas a longo prazo, uma previsão sempre complicada.

Os investigadores concluem que são necessárias "reduções substanciais no uso de combustíveis de origem fóssil nas próximas gerações" para evitar a morte dos oceanos

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Masdar City


Vida urbana sustentável é um dos objetivos da cidade

A Masdar City, cidade totalmente planejada e sustentável em fase de construção em Abu Dhabi, será um dos destaques do fórum. O objetivo é que ela se transforme numa espécie de programa de cooperação internacional para trazer soluções para grandes problemas da humanidade, como segurança energética, mudança climática e desenvolvimento sustentável.

Entre suas principais metas está a de tornar-se neutra de CO². A cidade terá uma universidade, o Masdar Institute of Science and Technology e várias empresas. Estão envolvidos em sua construção entidades como MIT, General Electric, British Petroleum, Royal Dutch Shell, Mitsubishi, Rolls-Royce, Otal S.A., Mitsui, Fiat e Conergy, esta última envolvida especialmente na construção de uma estação de captação de energia solar.

Estima-se que serão investidos cerca de U$S 15 bilhões nos próximos cinco anos em projetos que englobam educação, pesquisa, indústria, redução de emissões e vida urbana sustentável.

Brasileiros vão ao fórum de energia renovável em Abu Dhabi


Masdar: cidade planejada e sustentável em construção em Abu Dhabi
A segunda edição do Fórum Mundial de Energia do Futuro, que será realizada de 19 a 21 de janeiro de 2009 em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, vai contar com a presença de uma delegação brasileira formada por empresários, cientistas e técnicos da área. Além disso, a conferência terá entre seus palestrantes o ministro de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger; o presidente da Brasil Ecodiesel, José Carlos Aguilera; e o diretor executivo da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Eduardo Leão.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Estação Espacial Internacional

A ISS em sua configuração final vista sobrevoando Brasília. Vê-se claramente o plano piloto da cidade e o lago Paranoá. Concepção artística cortesia da Nasa.

Trata-se da maior obra de engenharia da história. Sozinha ela já representa uma nova era na astronáutica. Dezesseis nações trabalham juntas para construir a Estação Espacial Internacional (EEI ou ISS na sigla em inglês), a mais avançada plataforma de pesquisa espacial já construída.

Os primeiros módulos já estão no espaço e desde já espera-se garantir uma permanência humana constante no espaço. A Rússia desempenhou fundamental. Os valiosos anos de experiência da Estação Mir foram decisivos.

Seqüência de montagem

ISS, vista expandida: principais módulos e seus construtores.

A CONSTRUÇÃO EM ÓRBITA DA TERRA



começou em 1988 e deve durar até o ano de 2010. Até lá terão sido mais de 40 lançamentos. Quando pronta, terá uma massa de 454 toneladas e quase 90 m de comprimento por 43 de altura, sem considerar a extensão dos painéis solares. O espaço destinado à habitação terá um volume equivalente ao interior de dois aviões 747.

Pelo menos três veículos de transporte, o ônibus espacial, a nave russa Soyuz e o foguete russo Próton irão se encarregar da montagem dos diversos componentes da estação espacial em órbita de Terra. Dezenove vôos, incluindo 15 missões do ônibus espacial, já aconteceram.

O primeiro vôo foi de um foguete russo Próton em 20 novembro de 1998, colocando em órbita o módulo Zarya. O segundo vôo ocorreu em 4 de dezembro daquele ano, com a missão de STS-88 do ônibus espacial Endeavour, que integrou o módulo Unit ao Zarya, iniciando a seqüência de montagem da ISS. A primeira tripulação permanente partiu em 31 de outubro de 2000, a bordo de um foguete Soyuz.

A órbita da ISS é inclinada 51,6° em relação à linha do equador e sua altitude é de 402 km. Sua órbita é tal que a estação pode ser facilmente alcançada por veículos espaciais lançados por todos os países participantes, possibilitando também uma excelente observação da Terra, cobrindo 85% da superfície terrestre e sobrevoando 95% da população mundial.

Benefícios

EM ÓRBITA, OS EXPERIMENTOS CIENTÍFICOS ESTÃO LIVRES da pressão exercida pela gravidade terrestre. Como resultado, tratamentos de câncer podem ser testados em culturas de células vivas sem riscos para os pacientes. A microgravidade também será útil no desenvolvimento de diversos outros tipos de medicamentos, além da obtenção de novos materiais, como ligas metálicas mais leves e fortes e chips de computador mais poderosos.

Alguns experimentos terão lugar do lado de fora da estação, onde os efeitos da exposição ao severo meio espacial (como temperaturas extremas, altas doses de radiação e impacto de micrometeoritos) serão verificados em diferentes materiais e elementos fluidos. Observações da Terra permitirão o acompanhamento mais detalhado das mudanças climáticas e o controle dos impactos causados pela influência humana no meio ambiente. Novos empregos indiretos serão criados.

Parceiros

FOI EM 1988 QUE RONALD REAGAN, então presidente dos EUA, deu a estação o nome Freedom (Liberdade). Nos anos seguintes o Congresso americano forçou cortes no orçamento original e, em 1993, o presidente William Clinton sugeriu maior participação internacional no projeto, que foi então redesignado como Estação Alpha.

Quando os russos passaram a ser os principais fornecedores de elementos para a estação, ela finalmente ficou conhecida como International Space Station, ISS. De fato, a estação resulta do esforço conjunto de 16 nações, listadas a seguir em ordem alfabética.

Alemanha,Itália,Japão,Noruega,Reino Unido ,Rússia ,Suécia ,Suíça ,Bélgica ,Brasil ,Canadá ,Dinamarca ,Espanha, Estados Unidos ,França

Holanda Os Estados Unidos são responsáveis pelo desenvolvimento de vários sistemas de bordo, como o suporte à vida, o controle térmico, a navegabilidade e os sistemas de comunicação e dados, além de três módulos de conexão.

Os russos também contribuem com dois módulos de pesquisa e um módulo habitacional com todo equipamento necessário ao suporte à vida, além de plataformas para instalação de painéis solares e os fundamentais veículos de transporte, como a nave Soyuz, que serve ao transporte das tripulações.

O Canadá forneceu um braço remoto de 47 metros de comprimento, semelhante ao atualmente em uso pelos ônibus espaciais, e os europeus também fornecerão laboratórios pressurizados, entre outros equipamentos.

A participação brasileira
EM DEZEMBRO DE 1996 A AGÊNCIA ESPACIAL norte-americana (Nasa), convidou o Brasil para participar da construção da ISS. Em setembro do ano seguinte, após várias visitas de missões da Nasa ao Brasil e da Agência Espacial Brasileira (AEB) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) aos Estados Unidos, o Conselho Superior da AEB aprovou o programa de cooperação.

O Brasil fornecerá equipamentos e serviços em troca dos direitos de utilização da estação durante toda sua vida útil. Segundo o acordo firmado, o Brasil fornecerá equipamentos de vôo, modelos de treinamento. Além disso, deverá cooperar com serviços de logística, manutenção e reparos.

Se bem aproveitado, será uma oportunidade única para elevar o patamar técnico, tanto dos profissionais do INPE/AEB, quanto das universidades e centros de pesquisa envolvidos. As indústrias que se engajarem ao programa serão igualmente qualificadas, devido às exigências impostas aos fornecedores de equipamentos para missões espaciais tripuladas, o que também significará novas oportunidades de negócios.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Brasil e os carros eletricos


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Além do baixo custo, os carros elétricos são outra tendência que tem crescido muito nos mercados automotivos mais desenvolvidos.

Segundo as montadoras nacionais, o mercado nacional não teria demanda para absorver um número considerável de carros elétricos, que compensasse o investimento em tecnologia nessa área, aliado ao alto preço que tal tecnologia agrega ao produto final, mesmo nos principais mercados mundiais.

Por isso, esperar por carros elétricos vindos de nossas montadoras, levará um bom tempo. Segundo a GM, a marca não precisaria investir em tecnologia, pois a matriz já faz isso e seria mais fácil adaptação para nosso mercado.

Mas a empresa não acredita que o mercado necessite de tais veículos neste momento. A Renault pensa da mesma forma e não tem planos de investir, ao contrário de outros países, em carros elétricos em nosso país. Mas, se o mercado aceitar tais modelos, a mesma não teria problemas em fazê-los aqui.

A tendência maior é em relação aos híbridos, que aliam o desempenho dos motores a combustão, com a economia de baterias de energia elétrica. Nos mercados internacionais, o maior destaque fica para este tipo de veículo.

Assim, modelos elétricos que não passam dos 200km de autonomia, poderiam como híbridos, alcançar marcas de 1.000km ou até mais!

Para as montadoras, não há necessidade de tais veículos aqui, incluindo os híbridos, devido ao país ter a tecnologia flexível de combustível, que permite maior redução de emissões de poluentes, mas nos grandes centros a poluição só aumenta. O que fazer?

Recentemente um fabricante chinês, a Fang Neng, prometeu fazer modelos de carros elétricos no país. Mas, mesmo antes de cumprir-se tal promessa, alguns fabricantes nacionais de motonetas e bicicletas elétricas, já conquistam um minúsculo pedaço do mercado de duas rodas com veículos com emissão zero.

Fonte: Hoje em Dia.

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ISAAC TRINDADE